Os EUA propõem uma tarifa adicional de 12,5% ligada ao combate ao trabalho forçado. Entenda os prazos de julho e os impactos para importadores e exportadores brasileiros.
Uma nova frente tarifária para o Brasil
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou conclusões que enquadram o Brasil, junto a outras 59 economias, em uma proposta de tarifa adicional de 12,5% sobre mercadorias importadas. A medida tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e parte do entendimento de que esses países não adotam controles eficazes contra a entrada de bens produzidos com trabalho forçado.
Os prazos que importam
O calendário é curto e exige atenção imediata. O prazo para o envio de comentários por escrito vai até 6 de julho, e as audiências públicas em Washington começam em 7 de julho. Até o momento, não há definição sobre a possibilidade de a nova tarifa se somar à ameaça anterior de 25% sobre produtos brasileiros, cenário que aumentaria de forma relevante o custo de acesso ao mercado norte-americano.
O que fazer agora
Para empresas que operam comércio exterior, o momento pede revisão da exposição de cada operação ao mercado dos Estados Unidos, mapeamento das cadeias de fornecimento e da origem de insumos sensíveis, e acompanhamento próximo do desdobramento das audiências. O posicionamento antecipado permite ajustar rotas comerciais, renegociar contratos e reduzir o impacto de eventuais sobretaxas.
Como a Grupo Ormac apoia
A Grupo Ormac acompanha de perto cada movimento regulatório do comércio exterior brasileiro, traduzindo mudanças complexas em orientações práticas para a operação dos clientes. Do despacho aduaneiro à logística de perecíveis, o objetivo é antecipar riscos e preservar a competitividade dos embarques.
Disclaimer: este conteúdo tem caráter informativo e não constitui aconselhamento jurídico, tributário ou aduaneiro. As medidas citadas estão em fase de consulta pública e podem ser alteradas. Para decisões específicas, consulte a equipe da Grupo Ormac.